Acerca de mim

Um pouco sobre mim

Nascido na Freguesia da Foz do Douro, Porto, berço da minha infância e juventude, mudei-me mais tarde para o "coração" da vizinha freguesia de Nevogilde, onde vivi alguns anos, freguesia que em tempos idos foi parte do concelho de Bouças (actualmente Matosinhos), considerada também como Foz, particularmente a sua frente marítima, destacada pelas avenidas do Brasil e de Montevideu, Após a reforma administrativa do Porto, S. Miguel de Nevogilde passou a fazer parte integrante da cidade e uma das suas quinze freguesias. Refiro o local onde vivi como "coração" da freguesia de Nevogilde, pelo destaque que o Largo (com o mesmo nome) merece, por ser o ponto principal de Nevogilde, largo que, tal como referiu em tempos o historiador Germano Silva, num artigo publicado no Jornal de Notícias: “é um dos raros recantos do Porto onde o urbanismo moderno não matou definitivamente o ambiente de ruralidade que por ali se respira”. Há mais de 30 anos fixei-me em Matosinhos, onde actualmente resido, próximo ao mar, mar esse que me viu nascer e sem o qual já não me habituava a viver. Gosto do seu barulho, do seu silêncio e do seu cheiro. Gosto de o sentir por perto e de caminhar junto a ele. Ele faz parte da minha vida.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Recordando o Cine Foz


Inaugurado em julho de 1907, com o nome "Au Rendez-Vous d´Êlite", surgiu na Foz do Douro, à esplanada do Castelo, o seu primeiro e único cinema. 

Existia nesta freguesia o Teatro Vasco da Gama, do qual pouco se sabe, sito à actual rua do Teatro, onde também eram projectados alguns filmes, mudos, acompanhados ao som de piano. Mas era fundamentalmente uma casa onde se faziam representações teatrais. 

É importante referir que o "Au Rendez-Vous d´Êlite" terá sido o segundo cinema da cidade do Porto. O primeiro, em 1906, foi o High-Life, inicialmente na Feira da Boavista (local da actual rotunda) e mais tarde, em 1908, na Batalha, no local onde foi construído, em 1946, o actual cinema Batalha. 

Inicialmente o "Au Rendez-Vous d´Êlite" não passava de um barracão, que nem átrio tinha, mas frequentado por pessoas abastadas, que viviam nesta zona, como ingleses, comerciantes de vinho do Porto ou pessoas ligadas à alta finança. 

Até ao aparecimento da energia eléctrica o cinema funcionava com a máquina a vapor, através de uma caldeira colocada nos terrenos anexos. A casa da caldeira era também residência do gerente do cinema.
 O edifício do Cine Foz era o que se vê em último à esquerda. Em cima, à esquerda, está reproduzido um bilhete de 1956

Uns anos mais tarde, o seu edifício foi transformado pelo Eng.º Xavier Esteves, passando a designar-se por Cine Foz. Tinha uma lotação de 370 espectadores. Foi demolido em 1967 para dar lugar aos actuais prédios.


Texto de Agostinho Barbosa Pereira ©, publicado em janeiro de 2014, na página do Facebook "A Nossa Foz do Douro".  

Imagens de Matosinhos à Foz do Douro

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