Acerca de mim

Um pouco sobre mim

Nascido na Freguesia da Foz do Douro, Porto, berço da minha infância e juventude, mudei-me mais tarde para o "coração" da vizinha freguesia de Nevogilde, onde vivi alguns anos, freguesia que em tempos idos foi parte do concelho de Bouças (actualmente Matosinhos), considerada também como Foz, particularmente a sua frente marítima, destacada pelas avenidas do Brasil e de Montevideu, Após a reforma administrativa do Porto, S. Miguel de Nevogilde passou a fazer parte integrante da cidade e uma das suas quinze freguesias. Refiro o local onde vivi como "coração" da freguesia de Nevogilde, pelo destaque que o Largo (com o mesmo nome) merece, por ser o ponto principal de Nevogilde, largo que, tal como referiu em tempos o historiador Germano Silva, num artigo publicado no Jornal de Notícias: “é um dos raros recantos do Porto onde o urbanismo moderno não matou definitivamente o ambiente de ruralidade que por ali se respira”. Há mais de 30 anos fixei-me em Matosinhos, onde actualmente resido, próximo ao mar, mar esse que me viu nascer e sem o qual já não me habituava a viver. Gosto do seu barulho, do seu silêncio e do seu cheiro. Gosto de o sentir por perto e de caminhar junto a ele. Ele faz parte da minha vida.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Casa Manuelina



Em 1907, num terreno comprado por setenta contos e duzentos mil reis, o Capitão de Artilharia Arthur Jorge Guimarães, um Republicano que mais tarde veio a exercer as funções de presidente da Comissão Municipal Administrativa da cidade do Porto, mandou edificar um prédio que passou a ser conhecido como a Casa Manuelina.
O estado actual da casa aqui referida. Uma vergonha. Repare-se que tem uma placa "Arrenda-se".
Em local privilegiado, frente ao mar, na avenida do Brasil junto ao Molhe, avenida que foi parte da estrada de Carreiros, via de ligação da Foz a Bouças (Matosinhos) a que Alberto Pimentel se referia em 1938, no livro “O Porto Há Trinta Anos”, como local de “solidão profunda, mas pitoresca, em que apenas se ouvia a voz do mar”.
Com um tipo de decoração evocativa de efémeras grandezas passadas, encontramos naquela casa toda a simbologia e ingredientes necessários à imposição de ideais patrióticos.
Dotada de três pavimentos, onde não faltam decorações como a “Cruz de Cristo”, “Esferas Armilares”, evocando a heráldica manuelina, azulejos decorativos a recordar a epopeia quatrocentista, onde está representada a largada das naus com a Torre de Belém ao fundo, bem como outros, reveladores do bom gosto e do poder económico de quem a mandou edificar.
Encontra-se fechada e muito degradada. Foi, há poucos anos, abrigo de uma família que ali instalou uma oficina de sapataria. (texto extraído de um artigo de Filomena Carvalho, publicado na revista O Tripeiro)

Imagens de Matosinhos à Foz do Douro

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